Tec... Tec... Tec... Agora Vai
Tec... Tec... Tec... Agora Vai Os jovens de hoje jamais entenderão certas emoções. Eles vivem numa época em que o computador liga em silêncio. O SSD não faz barulho. O celular grava vídeos em 4K. Tudo é rápido. Tudo é automático. Tudo tem autosave. Coitados. Não sabem o que era viver de verdade. Na minha época, ligar o computador era quase uma cerimônia religiosa. A gente apertava o botão Power e ficava em silêncio, ouvindo atentamente os sinais do além: — Tec... tec... tec... trrrr... tec... E pensava: — Agora vai. Aquele barulho era música para os nossos ouvidos. Significava que o velho guerreiro ainda estava vivo. Mas havia dias em que o silêncio vinha cedo demais. — Tec... tec... ... Silêncio. Nessa hora, o coração do cidadão saía pela boca. — Não faz isso comigo, companheiro... Porque naquela época não existia SSD. Existia amizade. Existia confiança. Existia fé. E se, por milagre, o Windows carregasse, a felicidade era tão grande que parecia título de campeonato. Outra emoçã...