A chuva.


 Sempre que estar chovendo se lembra de alguma coisa, lembranças de nossa era. 
O que mim veio a mente foi como agora uma noite de chuva de quando eu era criança, ou já passava de uma mera criança, já estava chegando à adolescência. 
Como eu ia dizendo: tinha passado a noite toda chovendo e, logo de manhã eu tinha que ir no mato, no pasto para buscar alguns animais eu mudar outros de lugar- na minha adolescência amarravam os animais, agora tem cercado, no meu tempo não o tinha, tudo era solto só amarrava para que eles não fugissem- naquele tempo era no mês de abril, eu acho, tinha muito uruvai (Sereno, que cai na calada da noite com neblina. 
 Pequena gotinha de água que se acumula nas folhas dos arbustos até o sol sai e evaporá-lo) aquilo era muito frio. 
O tempo na serra já era frio, mas com aquele chuvaral, ficou pior. Fiz o que eu tinha de fazer eu fui embora, para minha casa; aquele frio era tanto que murchava os dedos dos pés, ficavam todos enrugados e brancos, parecendo que não circulava mais sangue naquela região do corpo.
 Mas logo se desfaz e tudo volta ao normal.

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