A CHUVA...


   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Naquele 
tempo, como não tinha muitas cercas nos terrenos, nas propriedades de um e de outros, só se sabia por uma divisa qualquer: um riacho, uma árvore uma estrada e caminhos. Era assim que se sabia que um terreno era de fulano ou sicrano. Podia-se andar de um lado para outro.
 
  Sempre que chovia via-se o resultado, uma enxurrada, uns buracos feitos pela água e, essa mesma levava muita coisa que estivesse em seu caminho. O que eu achava triste era quando levava uma parte da roça de meu pai. Eu ficava muito triste de ver aquilo. 
Era uma coisa que não podia fazer nada, já estava feito. Mas também eu gostava de ver as pequenas poças que se formava em qualquer lugar. 
Às vezes formava-se uns olhos d’água, aqui e ali e, isso nos divertíamos. Dava para fazer muitas coisas com uma pequena nascente de água. Juntavam dois ou mais menino e íamos brincar com aquilo, que no dia de ontem não tinha. 
Tudo aquilo ali era passageiro, sabíamos que aquela nascente logo, logo iria desaparecer. Porem nós não estávamos preocupados com aquilo, só em brincar com uma coisa que a muito pouco tempo não tinha.
  A chuva também fazia com que o nosso Riozinho virasse de um dia para outro, um riozão.

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