O Bife do Vizinho

 

 

O Bife do Vizinho

Já passava do meio-dia e a fome apertou.

Pensei:

— Hoje vou fazer um rango bem gostoso.

Separei os ingredientes, lavei tudo, piquei tudo e fui para o fogão. Mexia a panela com uma confiança danada. Quanto mais eu mexia, mais aparecia uma espuma que eu nunca tinha visto na minha comida.

Pensei:

— Rapaz... isso deve ser sinal de que hoje eu acertei a mão.

Quando ficou pronto, coloquei tudo no prato.

Olhei para a comida...

Rapaz...

Ela estava meio sem cor. Sem graça. Daquelas comidas que nem elas mesmas acreditam no próprio potencial.

Mas, naquele exato momento, senti um cheiro maravilhoso de comida boa. Daquelas que fazem a barriga sorrir antes mesmo da primeira garfada.

Parei por um instante, respirei fundo e pensei:

— Eita! Eu sabia que ia dar certo... mas não imaginava que ia ficar tão bom!

Kakaka...

Olhei de novo para o prato.

Ele continuava feinho.

Mas o cheiro...

Ah... o cheiro era de comida de restaurante.

Aí pensei:

— Aparência não é tudo. O importante é o sabor.

Fiz minha oração, sentei e ataquei a primeira garfada.

Meu amigo...

O gosto passou longe do cheiro.

Mas, como aquele perfume continuava entrando pelas minhas narinas, comecei a desconfiar que o problema era comigo.

Pensei:

— Será que minhas papilas gustativas resolveram entrar de férias?

Kakaka...

E continuei comendo.

Cada garfada contava uma história.

O cheiro contava outra completamente diferente.

Quando terminei, recostei na cadeira, passei a mão na barriga e pensei:

— Rapaz... que comida mais esquisita.

Foi só então que resolvi olhar pela janela.

Lá estava o vizinho...

Feliz da vida...

Fritando uns bifes enormes.

Naquele momento caiu a ficha.

O cheiro nunca foi da minha comida.

Eu passei o almoço inteiro achando que estava elogiando o meu rango...

...quando, na verdade, eu estava elogiando o almoço do vizinho!

Kakakakaka!

Comecei a rir.

Mas rir de barriga cheia é um perigo.

Quanto mais eu tentava parar...

Mais eu lembrava da cara de satisfação que eu fiz na primeira garfada.

Kakakaka!

Até hoje, quando sinto cheiro de bife vindo da rua, eu não elogio mais a minha comida.

Primeiro eu olho pela janela.

Porque vai que o cozinheiro talentoso continua sendo o vizinho!

Kakakakaka!

— Será que minhas papilas gustativas resolveram entrar de férias?

Kakaka...

E continuei comendo.

Cada garfada contava uma história.

O cheiro contava outra completamente diferente.

Quando terminei, recostei na cadeira, passei a mão na barriga e pensei:

— Rapaz... que comida mais esquisita.

Foi só então que resolvi olhar pela janela.

Lá estava o vizinho...

Feliz da vida...

Fritando uns bifes enormes.

Naquele momento caiu a ficha.

O cheiro nunca foi da minha comida.

Eu passei o almoço inteiro achando que estava elogiando o meu rango...

...quando, na verdade, eu estava elogiando o almoço do vizinho!

Kakakakaka!

Comecei a rir.

Mas rir de barriga cheia é um perigo.

Quanto mais eu tentava parar...

Mais eu lembrava da cara de satisfação que eu fiz na primeira garfada.

Kakakaka!

Até hoje, quando sinto cheiro de bife vindo da rua, eu não elogio mais a minha comida.

Primeiro eu olho pela janela.

Porque vai que o cozinheiro talentoso continua sendo o vizinho!

Kakakakaka!

Obrigado por ler até aqui.

Se você também já viveu uma situação parecida ou conhece alguém que vai dar boas risadas com esta história, compartilhe.

Afinal, as melhores histórias são aquelas que realmente aconteceram.

— Francisco Barros

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