Minha Cama, um Café com Tapioca e Nenhum Arrependimento




Minha Cama, um Café com Tapioca e Nenhum Arrependimento

Hoje é 12 de junho.

Tem gente planejando grandes acontecimentos.

Eu planejei algo mais ousado:

Dormir um pouco mais e depois tomar um café com tapioca.

A vida é feita de escolhas.

Algumas pessoas escalam montanhas.

Outras atravessam oceanos.

Eu atravessei o corredor até a cozinha.

Cada um com suas batalhas.

Minha cama continua sendo uma das maiores invenções da humanidade.

Você deita por cinco minutos para descansar os olhos.

Quando percebe, já perdeu uma estação do ano, dois sonhos estranhos e a noção do espaço-tempo.

Já o café...

O café não é uma bebida.

É um sistema operacional.

Antes dele, eu apenas existo.

Depois dele, começo a funcionar.

E a tapioca merece um capítulo à parte.

Poucas coisas demonstram tanta generosidade quanto uma tapioca bem recheada.

Ela chega humilde ao prato.

Mas desaparece com a velocidade de um truque de mágica.

Você olha.

Pisca.

Pronto.

Sumiu.

O mais curioso é que, mesmo depois de comer uma tapioca enorme, a gente sempre encontra forças para dizer:

— Cabia mais uma.

A verdade é que a felicidade costuma aparecer disfarçada de coisas simples.

Um lugar confortável.

Um café passado na hora.

Uma tapioca caprichada.

E alguns minutos de paz antes que a realidade se lembre do nosso endereço.

Por isso, hoje vou celebrar da forma mais nobre possível:

Sentado à mesa, com uma xícara na mão, uma tapioca no prato e a firme convicção de que certos momentos valem mais do que qualquer plano mirabolante.

Porque a vida pode até ser complicada.

Mas café com tapioca ajuda a fingir que ela não é.

☕🥞😄

 

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